Atenção setor da saúde: Dmed nova obrigação acessória a partir de 2011

28 de julho de 2010

A Receita Federal criou a Dmed – Declaração de Serviços Médicos, através da Instrução Normativa nº 985/2009, para combater fraudes nas declarações do imposto de renda da pessoa física em razão do lançamento de despesas médicas não comprovadas.

testeA nova obrigação vale para todas as pessoas jurídicas, como hospitais, clinicas médicas de qualquer especialidade, odontológicas, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e operadores de planos privados de assistência à saúde com funcionamento autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Com a Dmed o Governo pretende inibir o artifício da “compra” de recibos médicos que visam aumentar o valor da restituição ou diminuir o valor devido do imposto. Com esta nova obrigação para as empresas, o cruzamento de informações será muito mais rápido o que resultará na liberação de restituição também mais rápido.

A Dmed deverá ser entregue pelas empresas até o último dia útil de fevereiro de 2011, contemplando as informações de 2010, portanto, as empresas já devem se preparar para montar o banco de dados necessário para atendimento desta nova obrigação.  A multa para o atraso ou a falta de entrega é de R$ 5 mil por mês-calendário ou fração. No caso de informações omitidas ou inexatas, a multa será de 5% das transações ocultadas ou incorretas, valor que não poderá ser inferior a R$ 100.

Os profissionais liberais pessoas físicas, que prestem serviços de saúde, mas que não estejam equiparados a pessoa jurídica, estão dispensados de entregar a Dmed.

Operação da Secretaria da Fazenda fiscalizará empresas obrigadas à emissão de Nota Fiscal Eletrônica

6 de julho de 2010

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) iniciará no próximo mês de agosto a segunda fase da operação “Omissos NF-e” e terá como alvo as empresas obrigadas à emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e que desde abril não emitiram, por qualquer motivo, uma NF-e sequer.
Durante a fiscalização, os agentes da Fazenda Estadual verificarão por que se manteve a emissão de notas fiscais em papel, modelo 1 ou 1-A. A Sefaz-SP informa que enviou, na primeira semana de junho, correspondência às empresas sobre a obrigatoriedade.
A NF-e é um projeto de âmbito nacional, com a participação de todos os Estados, Distrito Federal e da Receita Federal do Brasil. Seu objetivo é reduzir custos, simplificar obrigações acessórias dos contribuintes e possibilitar controle em tempo real das operações pelo Fisco.
Desde 2008, um cronograma define gradualmente as empresas obrigadas a emitir a NF-e, de acordo com sua inserção na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) ou de acordo com a efetiva atividade exercida pelo contribuinte. Desde 1º de abril deste ano, 92 mil estabelecimentos paulistas ingressaram no grupo dos que devem substituir a nota fiscal em papel modelo 1 ou 1 –A pela NF-e e, desde o dia 1º de julho, contribuintes classificados em mais 69 atividades econômicas também estão obrigados à NF-e.

Fonte: CPA Consultoria

Malha fina do IR “prende” 362 mil em SP

18 de junho de 2010

bionicoNo Estado de São Paulo, 362.163 contribuintes ficaram na malha fina da declaração do Imposto de Renda neste ano. Eles ficarão sem a restituição, se tiverem imposto a receber, se não consertarem o erro nas declarações já entregues.

De acordo com dados da Receita Federal em São Paulo, 464.756 contribuintes paulistas ficaram retidos na malha fina em 2010. Mas 102.593 já corrigiram o erro e escaparam da malha.

Neste ano, cerca de 8,2 milhões de contribuintes entregaram declarações no Estado -no país, 24,679 milhões.
O contribuinte pode consultar o extrato da declaração no site www.receita.fazenda.gov.br. É preciso ter o número do CPF e os números dos recibos de entrega deste ano e do ano passado.

O número de declarações do Estado que ficaram presas na malha fina em 2010 é inferior ao dos outros anos. Em 2009, 1,075 milhão teve algum erro no documento.

Na comparação com os 464,7 mil deste ano, houve queda de 57%. Em 2008, foram 555.284 declarações.
Para Fábio Ejchel, superintendente-adjunto da Receita em São Paulo, a queda no número de documentos retidos pode ser explicada por maior acesso do contribuinte às informações sobre IR, maior entendimento do programa de declaração e a criação de punições contra informações incorretas.

A partir deste ano, será cobrada multa sobre restituição indevida obtida por dedução não comprovada.

MOTIVOS
O principal motivo que levou contribuintes paulistas à malha fina foram informações incorretas de despesas médicas (são 86.939 casos). Em seguida vem a omissão de rendimentos do titular -77.372 declarações retidas.

Em terceiro lugar estão os casos (44.957) em que a fonte pagadora não informou à Receita os rendimentos pagos ao contribuinte. Nesse caso, a empresa deve enviar uma retificação para liberar a restituição.

“Se a empresa não consertar o erro, o contribuinte terá de ir a um posto para comprovar a renda recebida”, diz Luiz Monteiro, auditor da Receita. Podem ser usados contracheques e informe de rendimentos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Versão grátis do Office vem para enfrentar o Google

14 de junho de 2010

Por Richard Waters, Financial Times, de San Francisco

A Microsoft , com sede nos Estados Unidos, lançará uma versão on-line gratuita dos programas do Office nesta semana, um marco decisivo para um de seus principais produtos, dentro dos esforços para conter a ascensão do Google Docs e de outros serviços na internet.

A decisão chega quase cinco anos depois de Ray Ozzie, chefe de planejamento de software, ter alertado para a necessidade de a Microsoft acolher a internet com mais rapidez.

Em discurso memorável, o executivo havia previsto que uma “ruptura nos serviços” estava para colocar de ponta-cabeça os negócios tradicionais de software da empresa e instou todos os seus programadores a tratar a mudança como uma questão de urgência.

Desde então, segundo especialistas, a companhia avançou de forma firme para agregar serviços que complementassem seus sistemas, mas deu-se por satisfeita em deixar que os demais ditassem o ritmo na “computação em nuvem”, que inclui o uso de aplicativos que rodam por meio da internet. “Não diria exatamente que estão se arrastando, mas definitivamente não estão indo rápido”, afirmou o analista David Smith, do Gartner.

Smith e outros analistas do setor afirmaram que esse ritmo reflete uma aposta calculada da Microsoft, de que poderia estender a vida de seu modelo de negócios atual, altamente rentável, sem sair perdendo em futuras oportunidades on-line.

“Eles simplesmente estão tentando preservar seus negócios existentes; é uma linha fina para se caminhar”, disse o analista Matt Rosoff, da empresa Directions on Microsoft.

Com a versão gratuita do Office, financiada por publicidade, e a opção de as empresas comprarem algumas das funções na forma de serviços on-line, o lançamento mostra que a companhia está “totalmente engajada com a [computação em] nuvem”, disse Stephen Elop, chefe da Microsoft Business Division, que obtém a maior parte de sua receita com o Office.

Elop negou que a Microsoft esteja lenta e afirmou que a empresa avança no ritmo que a maioria de seus clientes que querem continuar usando os sistemas tradicionais, enquanto começa a agregar mais aplicativos na computação em nuvem.

Apesar disso, o Office é “o mais exposto entre os dois principais negócios da Microsoft” à internet, segundo Rosoff. No ano fiscal passado, a divisão do Office foi a maior e mais rentável da companhia, embora o lançamento do Windows 7 tenha levado o sistema operacional de volta à liderança dentro da empresa.

Apenas cerca de 20% da receita do Office vem dos consumidores, afirmou Elop. Analistas acreditam que a empresa perderá somente uma pequena proporção de consumidores que optarão por usar o serviço gratuito.

“Há uma oportunidade para que vendamos mais”, acrescentou Elop, uma vez que a companhia tenta converter os usuários on-line em clientes pagantes.

Dave Giroaurd, gerente de aplicativos on-line do Google, diz ter detectado uma aceleração na adoção de seus serviços, com o aumento dos novos clientes pagantes para uma fatia três vezes maior do que representavam há um ano.

Fonte: Valor Econômico

Governo quer baixar tempo de abertura de empresas para até 4 dias

10 de junho de 2010

O governo federal quer baixar de 25 para até 4 dias o prazo de abertura de empresas no Brasil, informou nesta quarta-feira (9) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Para isso, entretanto, as regras vigentes têm de ser alteradas. No país, são abertos cerca de 600 mil novos negócios por ano.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o Comitê de Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) se reúne no próximo dia 24 de junho e a expectativa é de que a alteração das regras seja aprovada. Entretanto, para entrar em vigor, as mudanças também têm de passar pelo crivo dos estados. Por isso, informou o MDIC, não há uma data estimada para que a redução de prazo entre em vigor.

A ideia do governo é dividir os ramos de atividade em “baixo risco”, no qual seriam dispensadas uma série de procedimentos para a abertura das empresas, e aquelas de “alto risco”. Atualmente, não há tal distinção. A expectativa do governo é de que 90% das empresas, ou 82% das atividades listadas, sejam incluídas na classificação de “baixo risco”. Com isso, essas empresas seriam dispensadas do licenciamento de segurança, de meio ambiente, e de saúde. Essas empresas teriam de requerer apenas o registro mercantil, as emissões de CNPJ e do Alvará de Funcionamento Provisório.

“Com esse sistema, torna-se possível a implantação dos principais conceitos previstos na legislação, como pesquisas prévias, alvará de funcionamento provisório, balcão único de entrada de dados e informações e licenciamentos”, informou o Ministério do Desenvolvimento. Para o secretário da Secretaria de Comércio e Serviços, Edson Lupatini, a medida representará um ganho principalmente para as micro e pequenas empresas do país.

Fonte: G1 – Alexandro Martello

Balanço societário para as entidades imobiliárias

10 de junho de 2010

No Brasil o conflito entre as normas contábeis e a legislação tributária vem de longa data. O Fisco sempre legislou em matéria de contabilidade estabelecendo regras fiscais, que acabam por gerar inúmeros reflexos na própria contabilidade. Um exemplo disso são as normas estabelecidas pelo Fisco para tributação das atividades imobiliárias, por meio da Instrução Normativa nº 84/79, que permite o registro de suas operações pelo regime misto: caixa e competência, ou seja, as receitas são reconhecidas e tributadas pelo seu efetivo recebimento, os custos apropriados proporcionalmente aos valores recebidos e as demais despesas e receitas pelo regime de competência. A referida IN determina que o controle dessas receitas e custos diferidos seja efetuado na contabilidade, utilizando o grupo de Resultado de Exercícios Futuros, conhecido como REF. Este procedimento distorce completamente as demonstrações contábeis da empresa. Exemplificando, um contrato de venda a prazo de uma unidade não concluída, onde o empreendimento imobiliário somente possui contabilizado o terreno. O total da receita é contabilizado por meio do contrato no REF, a fração ideal do terreno, relativa à unidade vendida é transferida também para esse grupo e é contabilizado um custo orçado para os gastos ainda não incorridos, ou seja, nada reflete a realidade da operação nesse balanço.

A IN nº 84/79 é interpretada pelos auditores e contadores como tecnicamente incorreta, pois os balanços e resultados de empresas que exploram essa atividade não são compatíveis com sua situação efetiva e não são comparáveis com as demonstrações contábeis de outros setores.

A partir de 2003, a Resolução CFC nº 963, substituída posteriormente pela Resolução CFC nº 1.266/2009, estabeleceu regras a serem aplicadas às entidades imobiliárias quanto a observância das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade. Isso ficou ainda mais claro com a Lei nº 11.638/07, que trouxe modificações na Lei das S/A, principalmente em suas posições de natureza contábil, com o objetivo de alinhar a contabilidade brasileira aos padrões internacionais de contabilidade, o IFRS. Ademais, a Resolução CFC nº 1.171/09, aprovou a NBC T 19.21, veio também reforçar essa posição.

A Resolução CFC nº 963/03, considera entidades imobiliárias aquelas que têm como objeto uma ou mais das seguintes atividades:

a) compra e venda de direitos reais sobre imóveis;

b) incorporação em terreno próprio ou em terreno de terceiros;

c) loteamento de terrenos em áreas próprias ou em áreas de terceiros;

d) intermediação na compra ou venda de direitos reais sobre imóveis;

e) administração de imóveis; e

f) locação de imóveis.

Mais recentemente, o CFC por meio da Resolução nº 1.171/09, que aprovou a NBC T 19/21, retificou o entendimento já estabelecido pela Resolução nº 963/03 sobre o reconhecimento dos contratos de construção, ficando em linha com o Pronunciamento CPC nº 17. De acordo com a referida Resolução as receitas, custos e despesas devem ser reconhecidos mensalmente, respeitando, em especial, os Princípios da Oportunidade e da Competência. Dessa forma, a principal diferença na contabilização é a receita, que pelo critério fiscal é reconhecida pelo regime de caixa (recebimento) e pelo societário, pelo regime de competência (andamento da obra).

As pequenas e médias entidades imobiliárias não se enquadram nos padrões em que são exigidas as mudanças trazidas pela Lei nº 11.638/07, por não serem consideradas entidades de grande porte. No entanto, é importante lembrar que tais empresas estão submetidas às normas do CFC e, dessa forma, deveriam seguir as normas estabelecidas nas referidas Resoluções. No entanto, tais mudanças não pedem ter reflexos fiscais.

Desta forma, foi criado o Regime Tributário de Transição, mais conhecido como “RTT”, instituído pela Medida Provisória nº 449/08 e convertida em 27/05/2009 na Lei nº 11.941/09. A referida lei dentre as importantes alterações efetuadas na legislação fiscal, busca neutralizar os impactos tributários da adoção dos novos critérios contábeis instituídos pela Lei nº 11.638/07, de 28.12.2007, até que se possam regular definitivamente o modo e a intensidade de integração da legislação tributária com os novos métodos e critérios internacionais de contabilidade

Na verdade, o problema é que sempre foi muito complicada a elaboração de balanços societários (de acordo com as práticas contábeis) e fiscais (de acordo com o RIR/99) deste tipo de empresa, pois elas vendem um tipo de bem muito específico que, na grande maioria das vezes, não é pago à vista, além da dificuldade de mensuração do próprio custo.

Por mais incrível que possa parecer, as pequenas e médias entidades imobiliárias, que não são obrigadas a seguir as novas normas, enfrentam inúmeras dificuldades com as mudanças. Isso porque a grande maioria dessas empresas mantém parceria com as grandes do setor, que normalmente têm capital aberto, o que indiretamente as obriga a seguir as novas regras.

O que ocorre é que elas não têm estrutura para absorver todas essas mudanças, uma vez que nunca tiveram que passar por auditoria ou elaborar esse tipo de balanço.

Com isso, apesar das dificuldades que enfrentarão para alinharem-se a tais normas, o resultado será muito positivo com a transparência das informações contábeis e uma grande valorização do profissional da área contábil.

Fonte: Fiscosoft – José Santigo da Luz

Sped Contábil: a’ vida’ das empresas nas mãos da Receita

8 de junho de 2010

bionicoAté o próximo dia 30 todas as empresas brasileiras que estão enquadradas no regime jurídico do Lucro Real terão que entregar à Receita Federal do Brasil os livros contábeis escriturados digitalmente. É o que os contadores chamam de Sped Contábil.

Trata-se da obrigação de transmitir em versão digital os seguintes livros:

I – livro Diário e seus auxiliares, se houver;

II – livro Razão e seus auxiliares, se houver;

III – livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos.

Este é o primeiro passo para que todas as empresas, independentemente do regime tributário – Lucro Real, Lucro Presumido, Simples Nacional -, passem a fazer sua escrituração digital. Segundo o professor de Contabilidade da Universidade Estadual de Londrina, Claudenir Tarifa Lembi, a expectativa é que em dois anos, aproximadamente, o processo para todas as empresas já esteja implantado. ”Os contadores vêm se preparando há um bom tempo, mas será preciso um pouco de paciência porque toda inovação passa por um período de adaptação”, diz Lembi.

Apesar do tempo que foi dado para os envolvidos no processo se adaptar ao novo sistema, ainda há muitas dúvidas. Por exemplo: mesmo enviando os livros digitalmente para a Receita, será preciso imprimir uma cópia para ficar como arquivo para a empresa?

Como medida de segurança é importante que a empresa de contabilidade fique com uma cópia, também digital, dos arquivos enviados à Receita. Outra dúvida comum é sobre quem dever assinar o documento. São, no mínimo, duas assinaturas: da pessoa física que, segundo os documentos arquivados na Junta Comercial, tiver poderes para a prática de tal ato e o contabilista. Assim, devem ser utilizados somente certificados digitais e-CNPJ ou e-CPF.

E são estas dúvidas que ainda estão preocupando o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odeto Esquiante. Segundo ele o Sindicato tem procurado oferecer cursos que esclareçam todos os procedimentos do Sped Contábil, porém há uma dificuldade imensa em se encontrar palestrantes que dominem o assunto. ”O tema ainda é relativamente novo e muitos profissionais da contabilidade ainda têm dúvidas em como proceder. Temos feito o possível para prestar esclarecimentos e gostaríamos de estar oferecendo mais cursos para os associados, mas não temos encontrado palestrantes disponíveis no mercado que saibam com profundidade sobre todo o processo”, explica Esquiante.

Segundo ele, há muitas vantagens no Sped Contábil, inclusive econômicas para as empresas. ”As empresas gastarão menos com papel e armazenamento de documentos, haverá mais praticidade na organização dos arquivos. Já a Receita terá em mãos, nos mínimos detalhes, toda a vida das empresas, facilitando o seu trabalho de fiscalização”, diz Esquiante.

Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis, Auditoria, Perícia, Assessoramento e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon, apesar dos problemas iniciais, haverá avanços significativos com a implantação do Sped Contábil. ”Atualmente vivemos uma realidade em que é cada vez maior a busca pela simplificação de processos afim de que possamos otimizar o nosso tempo. Com isso, ganham o cidadão, as empresas e os entes federativos que podem oferecer melhorias na prestação de serviços. O surgimento do sped nos remete a uma revolução digital irreversível que redefine padrões metodológicos relacionados ao trabalho diário na contabilidade”, explica Pietrobon.

Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr)

Folha de Londrina/PR

O que envolve o CPF na nota

1 de junho de 2010

Alguns entes federativos têm desenvolvido campanhas específicas para ampliar seu quinhão arrecadatório, sobretudo em tempos de recessão e “vacas magras”, desde que, é claro, sejam respeitados os princípios e as regras constitucionais e legais vigentes, isto é, sem criar mecanismos ou ferramentas que, a despeito de buscarem incrementos na receita, sobrepujem, indevidamente, os regramentos tributários e administrativos.

Uma destas campanhas tem como apelido “CPF na Nota”, um programa que consiste na informação direta, por parte do contribuinte e/ou estabelecimento comercial, das operações de compra e venda de bens e serviços, para o banco de dados do fisco. Na prática, a identificação do consumidor permite ao cidadão auferir descontos em tributos, como o IPTU e o IPVA, os quais são progressivos e em obediência a certos parâmetros legais (como limites à redução tributária, por exemplo). Com a sinalização desse benefício, o contribuinte sente-se incentivado a exigir dos estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços a competente emissão do documento fiscal, em face da redução tributária que irá auferir.

Mas, na outra ponta do processo há um componente importantíssimo: a materialização de instrumento de controle social, visto que o consumidor atua como co-fiscal das empresas, evitando a sonegação fiscal, gargalo que é responsável pela diminuição das fatias de arrecadação dos entes públicos, a partir da informação que presta sobre a natureza e o quantitativo das operações comerciais efetivadas.

No contexto da fiscalização, assim, tem-se um importante aliado: o cidadão, que, ao exigir a expedição dos documentos fiscais e, depois, cadastrar-se e informar as despesas, atua pró-ativamente para o aumento das receitas que, depois, serão revertidas na ampliação da gama de serviços e obras públicas colocadas à sua disposição – cada vez maiores em termos de quantitativo de pessoas e do aumento das exigências do público -, permitindo que o Estado possa atingir os objetivos a que se destina.

Nesta grande rede de controle, da qual já fazem parte os órgãos fazendários (municipais, estaduais e federais), que controlam os entes privados e as pessoas físicas, bem como os Tribunais de Contas que fiscalizam, ao mesmo tempo, as receitas (ingressos) e as despesas (saídas, gastos), atuam também as instituições não-governamentais que acompanham a atuação de órgãos e poderes públicos, materializando a atuação do cidadão que tem uma excelente ferramenta em suas mãos para, ao invés de “só reclamar”, colaborar para que os tributos possam ingressar corretamente nos cofres públicos, cobrando, também, dos entes estatais, as ações necessárias para a satisfação das necessidades públicas. Mesmo que, para isso, tenham um valioso incentivo: a redução de sua própria carga tributária.

Os Tribunais de Contas, aliás, também fiscalizam os órgãos arrecadadores (fiscos) no tocante a sistemática de atuação, a aplicação das reduções tributárias e ào tratamento que tais entidades empregam em relação aos sujeitos (pessoas físicas ou jurídicas que tenham obrigações tributárias), principalmente no tocante aos incentivos fiscais, para evitar a evasão de receitas e a sonegação. Atuando nos dois vértices das organizações públicas (receita e despesa), os TCs realizam tarefa hercúlea, diversificada e altamente especializada, a qual só é possível em face da existência de um corpo técnico qualificado, treinado e com habilidades desenvolvidas em atividades de auditoria e fiscalização cotidianamente realizadas.

A Federação Nacional das Entidades de Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Fenastc), valorizando o trabalho técnico destes Tribunais, acredita que o somatório das ações de controle público e o aperfeiçoamento do Sistema de Controle Externo, inclusive por meio de projetos que já tramitam no Senado e na Câmara Federal, é a única saída para o efetivo cumprimento de suas finalidades institucionais, atendendo aos reclames da Sociedade e na busca da realização do bem comum!

Fonte – DCI/SP – Marcelo Henrique Pereira

Consumidor brasileiro diversifica canais de compra

21 de maio de 2010

O consumidor brasileiro não segue um padrão e diversifica cada vez mais a escolha do canal de venda na hora de fazer suas compras. A conclusão é de um estudo da Kantar Worldpanel, empresa de pesquisa de consumo em domicílios, que acompanha no Brasil semanalmente os hábitos de compra de mais de 100 categorias das cestas de alimentos, bebidas, higiene pessoal e produtos de limpeza, em uma amostra que representa 45,9 milhões de domicílios (90% do potencial de consumo domiciliar do mercado brasileiro), realizado em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

De acordo com a pesquisa, atualmente, 74% dos compradores brasileiros não mantém fidelidade ao ponto-de-venda, freqüentando três ou mais canais. Neste cenário, o que mais se destaca ainda hoje é o autoserviço, que respondia por 58% das compras em 2005 e em 2009 passou para 60%.

“Esse crescimento visto no autoserviço aconteceu por conta dos altos investimentos em ampliação e sofisticação de lojas, produtos, serviços, e, em especial, pela profissionalização do setor. Hoje, vemos que eles enxergam de forma mais ampla os vários tipos de comprador, até por isso investiram no varejo de proximidade”, explica Fátima Merlin, diretora de Retail da Kantar Worldpanel.

Apesar do crescimento do autoserviço, é importante destacar que neste tipo de canal os índices de retenção e de lealdade são muito baixos. O hipermercado, por exemplo, possui o pior índice de retenção entre todos os canais, 23%, e a situação piora na fidelidade, apenas 6%. Em contrapartida, é neste tipo de estabelecimento que acontece o maior nível de obtenção de novos compradores, 19%.

“Os hipermercados são altamente atrativos quer seja pela força das promoções, pela intensidade do marketing e, ainda, pelo amplo sortimento. Sabem como nenhum outro canal trazer novos compradores. Porém, ainda não descobriram uma fórmula para fidelizar e reter esses consumidores”, observa a executiva, lembrando que o esforço de atração (físico, financeiro, etc) é muito maior que o de fidelização. “Buscam vender mais para o mesmo, ampliando o gasto do shopper dentro do próprio canal, por meio de um melhor aproveitamento deste cliente”.

Outro canal que vem ganhando espaço ao longo dos anos é o atacadista, que saltou de uma representatividade de 2% em 2005 para 3,4% atualmente. Este tipo de estabelecimento tem se mostrado importante principalmente para quem faz as compras de abastecimento, que representam 63% deste total. O comprador do atacado gasta cerca de R$ 125,73 e vai ao ponto-de-venda, em média, oito vezes por mês, levando 11 itens por ida.

“O brasileiro percebeu que para compras de maior porte para abastecer a dispensa de casa, o atacado oferece boa variedade, bem como produtos de marca e qualidade a preços mais atraentes”, afirma a executiva.

O baixo nível da inflação verificada no Brasil nos últimos anos também criou um novo perfil de comprador que busca o varejo de proximidade (lojas de bairro, vizinhança e mais recentemente os pequenos supermercados das grandes marcas).

Hoje, 18,6% dos gastos das famílias já são com esse tipo de canal. Neste caso, porém, 40% deste total é destinado para compras de reposição. O tíquete médio de compras neste tipo de estabelecimento é bem mais baixo, R$ 23,63, para um total de 51,8 idas ao ponto-de-venda para comprar cinco itens por ida.

Importante ressaltar também que quase que a totalidade dos compradores de atacado, 96%, também freqüenta o varejo de proximidade. “Esse dado mostra bem a diferença do momento de compra. Quando quer fazer a compra do mês, o brasileiro procura o atacado. Porém, quando quer algo que está faltando vai ao pequeno estabelecimento próximo de casa”, observa a executiva.

Uma característica importante dos compradores de varejo de proximidade é a pressa. Hoje, um terço (33%) das pessoas que faz compras neste tipo de canal tem pressa. “É aquele cliente que vai comprar coisas específicas, em um momento de urgência. Com as atribulações do dia-a-dia, trânsito, entre outros, não quer perder muito tempo”, explica Fátima Merlin.

Este é o único tipo de ponto-de-venda que consegue atrair a lealdade de quase metade (48%) dos consumidores que o freqüenta. Os demais canais não chegam nem perto disso: supermercado, 16%, hipermercado e atacadista, 6%. “O sucesso do canal acontece por estar próximo de casa, facilitando muito a vida do comprador. É importante ter um sortimento adequado e, em especial, serviços e conveniência”, diz Fátima Merlin.

Dentro do varejo de proximidade, um canal que também vem crescendo é o farma (farmácias e drogarias), que já responde por 2,3% dos gastos das famílias, muito em função da compra de um produto mais específico.

Segundo o estudo, 60% das compras de necessidades específicas são realizadas neste tipo de ponto-de-venda. O comprador do canal farma vai cerca de 4,4 vezes ao ponto-de-venda, onde compra 2,7 itens por vez e gasta, em média, R$ 33,34.

Um exemplo é a tintura de cabelo, onde o canal farma responde por 49% dos gastos com essa categoria. “Trata-se de um público formado por 23% de apressados e mais 23% de experimentadoras. Vão ao local certo para comprar rapidamente o que querem, ou em busca de alguma novidade dentro da categoria específica, não se importando, neste caso, com o preço, que é em média 4% maior do que em outros estabelecimentos”, diz a analista.

Fonte: Canal Executivo

Pequenos negócios mantêm liderança na geração de empregos.

21 de maio de 2010

Brasília – As micro e pequenas mantêm a dianteira na criação de empregos no País. Dos 305,1 mil empregos com carteira assinada registrados em abril, 67,1% foram gerados pelo segmento. Os números, apresentados nesta terça-feira (18), são da Unidade de Gestão Estratégica (UGE) do Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Os dados também apontam que as microempresas com até quatro trabalhadores continuam liderando a geração de empregos, sendo responsáveis por 44,8% do total. Já aquelas que empregam de cinco a 19 trabalhadores responderam por 7,6% no período. Por sua vez, as pequenas empresas que mantêm de 20 a 99 empregados contribuíram com 14,7% do total.

Nas microempresas com até quatro trabalhadores a maioria dos empregos foi gerada no setor de serviços, seguido do comércio. Naquelas que têm entre cinco a 19 empregados o melhor desempenho foi dos setores de serviços e na indústria de transformação, mas houve perdas no comércio. As empresas com 20 até 99 trabalhadores geraram mais empregos nos setores de serviço e na indústria de transformação.

“É importante ressaltar que a participação das micro e pequenas empresas no saldo total de empregos em abril reverteu uma tendência de queda verificada nos meses de fevereiro e março”, destaca o analista de gestão estratégica do Sebrae, Leonardo Mattar.

Fonte: Agência Sebrae – Dilma Tavares